terça-feira, 19 de março de 2013

Ilo Caldas




















Nome: Ilo Caldas;
Naturalidade: Recife (PE);
Posição: atacante.


SPORT:
  • Período: 1953-1958;
  • Títulos: Campeonato Pernambucano de 1953, 1955, 1956 e 1958;
  • Gols: 26 gols;
    • 6 gols no Campeonato Pernambucano; 
    • 20 gols em amistosos; 
  • Destaque:


SELEÇÃO BRASILEIRA:
  • Após sair das categorias de base do Sport, já negociado para o futebol sudestino, foi convocado pela Seleção Brasileira para a disputa dos Jogos Olímpicos de Helsinque em 1952, mas não chegou a entrar em nenhuma partida.

Osvaldo Baliza


















Nome: Osvaldo Alfredo da Silva;
Nascimento: 09.10.1923, Tanguá (RJ);
Morte: 30.09.1999, Rio de Janeiro (RJ);
Posição: goleiro.


SPORT:


SELEÇÃO BRASILEIRA:
  • Antes de defender o Sport, foi campeão do Sul-Americano (atual Copa América) de 1949 e do Pan-Americano de 1952 com a Seleção Brasileira.


SELEÇÃO PERNAMBUCANA:
  • 4º lugar do Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais de 1956;
  • 11 participações (1956 e 1957).

segunda-feira, 18 de março de 2013

Pacoti




















Nome: Francisco Nunes Rodrigues;
Nascimento: 28.12.1933, Quixadá (CE);
Posição: centroavante.


SPORT:
  • Período: 1957-1958;
  • Título: Campeonato Pernambucano de 1958;
  • Gols: 47 gols; 
    • 36 gols no Campeonato Pernambucano; 
    • 11 gols em amistosos;
  • Destaque:
    • Artilheiro do Campeonato Pernambucano de 1958 com 36 gols.


OUTROS:
  • Jogou pelo Sporting de Portugal entre 1961 e 1963.

Walter Morel





















Nome: Walter Morel;
Nacionalidade: Uruguai;
Posição: atacante.


SPORT:
  • Período: 1958;
  • Título: Campeonato Pernambucano de 1958;
  • Gols: 16 gols; 
    • 15 gols no Campeonato Pernambucano; 
    • 1 gol em amistoso;


SELEÇÃO URUGUAIA:
  • Antes de vir ao Sport, disputou o Campeonato Sul-Americano (atual Copa América) de 1953 e 1955 pela Seleção Uruguaia.

Zé Maria

José Maria de Carvalho Sales, paraense de Belém, nascido a 3 de dezembro de 1931, foi um dos maiores médios que defenderam o Sport em toda a sua história.

Zé Maria em 1953
Zé Maria foi trazido do futebol do Pará em 1952, mais especificamente da Tuna Luso. Uma contratação de peso na época, pois, apesar da tenra idade, já apresentava excelência dentro das quatro linhas.

Em seu ano inicial no Leão, teve como destaque a participação na vitória sobre o Sporting de Portugal, num amistoso realizado na Ilha do Retiro.

Em 1953, conquistou seu primeiro título pernambucano, ao lado do argentino Juan Cely, Bria, Ilo Caldas e outros companheiros. Curiosamente, o Sport foi campeão mandando seus jogos nos Aflitos, pois a Ilha estava sob reforma.

No ano do Cinquentenário, "Zé do Norte" esteve no clube, mas não disputou partidas do estadual.

Zé Maria em 1958
Voltou a ser campeão pernambucano em 1956, com a ajuda de Osvaldo Baliza, Bria, Mirim e a famosa linha de ataque Traçaia, Naninho, Gringo, Soca e Geo.

Em 1957, marcou presença na Excursão à Europa e ao Oriente Médio. Fez até um gol, contra o Angers, na França. Evento raro para um médio, que essencialmente tinha que cumprir funções defensivas.

Foi campeão pernambucano pela terceira vez em 1958, alinhando com o uruguaio Walter Morel, Manga, Bria, Mirim, Pacoti, Traçaia e cia.

No ano seguinte, contribuiu com a boa participação rubro-negra na Taça Brasil, terminando na 5a colocação. A primeira campanha relevante do Sport em uma competição nacional oficial.

Zé Maria na Cacareco
Com a Seleção Pernambucana, foi vice-campeão brasileiro de 1959, como uma das principais peças da Cacareco. Zé Maria já tinha servido ao escrete pernambucano nos anos de 1953, 1954 e 1955. Fechou seu ciclo com chave de ouro, pois aquele foi o melhor desempenho da equipe em todos os tempos.  

Também em 59, a Seleção Pernambucana representou a Seleção Brasileira no Campeonato Sul-Americano (atual Copa América). Zé Maria foi convocado pelo saudoso Gentil Cardoso e disputou três partidas com a Canarinho.  

Em 1960, disputou sua última temporada com a camisa do Sport, encerrando assim o período de 9 anos que dedicou às cores rubro-negras.


Apesar de jogar na posição de médio, Zé Maria conseguiu marcar 15 gols pelo Leão. Vejamos alguns dados sobre estes tentos:

  • Amistosos e torneios amistosos locais e regionais: 6 gols;
  • Taça Brasil: 1 gol;
    •    1959 - 1 gol;
  • Excursão à Europa e ao Oriente Médio: 1 gol;
  • Campeonato Pernambucano: 7 gols;
    •    1954 - 2 gols;
    •    1957 - 2 gols;
    •    1959 - 1 gols;
    •    1960 - 2 gols.


Gols de Zé Maria sobre times grandes e médios do Brasil:

Bahia - 1 gol.

*Todos os dados foram coletados da obra de Carlos Celso Cordeiro.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Simão

























Pedro Simão Aquino de Araújo, recifense, nascido a 16 de março de 1924, foi mais um grande jogador revelado pelo Sport que chegou à Seleção Brasileira.

O atacante Simão era extremamente veloz. Envolvia seus marcadores com inteligência. E ainda contava com um poderoso chute, efetivo também nas cobranças de falta.

Proveniente das categorias de base do clube, estreou no scratch principal do Sport em 1945, numa vitória por 3x2 sobre o Náutico pelo Pernambucano daquele ano.

Apesar da pouca idade e falta de experiência, foi um dos destaques da equipe ao longo da competição, marcando 7 gols.

Em 1946, seu futebol já chamava a atenção de dirigentes de outras regiões. Acabou sendo negociado para um clube sudestino, não podendo assim ter rendido maiores frutos desportivos para o Leão. 

Jogando no Sudeste, foi chamado à Seleção Brasileira em 1949, para disputar o Campeonato Sul-Americano (atual Copa América)  Naquela ocasião, estavam entre seus companheiros de Seleção, o goleiro Osvaldo Baliza, o médio Ely do Amparo e o grande Ademir Menezes – todos com notáveis presenças na história do Sport. Terminaram campeões, pondo fim num jejum brasileiro de 27 anos.




Simão defendeu a Canarinho em 7 oportunidades e marcou 5 gols.

Seleção Brasileira campeã do Sul-Americano de 1949, com
Ely do Amparo, Ademir Menezes e Simão.


Alguns dados sobre os 8 tentos de Simão com a camisa rubro-negra:

  • Amistoso nacional: 1 gol;
  • Campeonato Pernambucano: 7 gols;
    •    1945 - 7 gols.


Gols de Simão sobre times grandes e médios do Brasil:

Portuguesa-SP - 1 gol.


*Todos os dados foram coletados da obra de Carlos Celso Cordeiro.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Djalma Bezerra

























Djalma Bezerra dos Santos, nascido a 19 de dezembro de 1918, no Recife, foi um versátil atacante que defendeu as cores rubro-negras entre 1937 e 1942.

Oriundo das categorias de base do Sport, Djalma (ou Djalma Bezerra, neste blog) estreou na equipe principal marcando o gol leonino no empate em 1 a 1 contra o Santa Cruz, no Campo da Jaqueira, pelo Pernambucano de 1937.
Djalma em 1941

No ano seguinte, já conquistava o seu primeiro título oficial, o Campeonato Pernambucano. Ainda em 1938, jogou pela primeira vez ao lado do grande Ademir Menezes, companheiro com quem atuou durante boa parte de sua carreira, em clubes e seleções.
Em 1941, Djalma foi campeão pernambucano novamente. No final daquela temporada, foi peça importante do time que excursionou ao Sul/Sudeste e encantou o Brasil com seu belo futebol. Um Sport inesquecível, quase imbatível, que além de Ademir e Djalma, alinhava com Manuelzinho, Zago, Magri, Pirombá e outros grandes craques.

Mesmo com a perda de vários jogadores para times sudestino após a famosa excursão, o Leão conseguiu o bicampeonato pernambucano em 1942. E Djalma, o seu terceiro título estadual. Seria o último do atacante com a camisa do Sport, pois ele também partiria para o Sudeste.

Durante sua passagem pela Ilha do Retiro, Djalma militou também na Seleção Pernambucana, por quem disputou o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais de 41 e 42, tendo boas apresentações e marcando, no total, 5 gols.
Djalma na Seleção
Pernambucana

No Sudeste, sagrou-se campeão de várias competições, das quais são dignas de nota o Campeonato Sul-Americano de Campeões de 48 e os Campeonatos Brasileiros de Seleções Estaduais de 43, 44 e 46 (é sempre bom observar que naquele tempo não existiam competições nacionais de clubes). 

Djalma chegou à Seleção Brasileira em 1945. Disputou uma única partida: a vitória tupiniquim sobre o Chile por 1 a 0 no Campeonato Sul-Americano (atual Copa América).

No Carnaval de 1954, o ainda jovem Djalma veio a falecer, de maneira trágica, quando caiu da sacada de um edifício.



Djalma marcou 44 gols durante o período de seis anos em que atuou no time principal do Sport. Vejamos alguns dados sobre estes tentos:

Djalma na Seleção Brasileira
  • Amistosos e torneios amistosos locais, regionais e nacionais: 9 gols;
  • Excursão ao Sul e Sudeste: 4 gols;
  • Campeonato Pernambucano: 31 gols;
    •    1937 - 3 gols;
    •    1938 - 10 gols;
    •    1939 - 3 gols;
    •    1940 - 4 gols;
    •    1941 - 8 gols;
    •    1942 - 3 gols.


Gols de Djalma sobre times grandes e médios do Brasil:

Internacional-RS - 1 gol;
Bahia - 1 gol;
Coritiba-PR - 1 gol.

*Todos os dados foram coletados da obra de Carlos Celso Cordeiro.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Stade de Reims 6x2 Sport (1957)

Com que finalidade o blog inventa de fazer um post sobre uma goleada sofrida pelo Leão? Calma. Decidimos elaborar este post apenas para mostrar a vocês qual é o espírito que conduz nossas pesquisas. Como acontecem nossas "descobertas" históricas. Portanto, levem este texto apenas como curiosidade.

Certa vez, estávamos explorando a Excursão à Europa e ao Oriente Médio de 1957, quando um jogo nos chamou a atenção: Stade de Reims 6x2 Sport.


Veio a inevitável questão: como o Sport levou uma "lapada" dessa de um time francês tão desconhecido? 


Eliezer, autor de
um dos gols rubro-negros
Desconhecido para nós, em nosso limitado conhecimento futebolístico, né... Pois um posterior exame mais profundo sobre o tal time francês nos surpreendeu sobremaneira.

Naquele período, o Stade de Reims tinha nada mais nada menos que um dos melhores esquadrões da Europa. 

Em duas oportunidades, 1955-56 e 1958-59,  foi vice-campeão da Taça dos Campeões Europeus (atual UEFA Champions League), sucumbindo apenas diante do Real Madrid de Di Stéfano. 

Na temporada da partida contra o Sport, acumulou o título francês e da Copa da França.

O scratch do Stade de Reims era formado por vários jogadores que defendiam a seleção francesa, dos quais podemos destacar Armand Penverne (Copas de 1954 e 1958), Michel Leblond (Copa de 1954), Léon Glovacki (Copa de 1954), Jean Vincent (Copas de 1954 e 1958) e sobretudo o grande Just Fontaine, artilheiro nascido em Marraquexe que marcou 13 gols na Copa de 1958, recorde em uma unica edição até os dias atuais.

Portanto, a 24 de maio de 1957, o Sport não foi derrotado por um timinho qualquer. Por um time da segunda divisão, que já passeou pela terceira, como o Stade de Reims atual. Destarte, a "lapada" supracitada talvez se torne um pouco mais digerível para todos nós.

Finda a curiosidade, voltemos às glórias do Leão!


Stade de Reims 1956/1957

















Dados da partida:

STADE DE REIMS 6X2 SPORT

STADE DE REIMS: Jacquet (Dantheny); Schollhammer e Giraudo; 
Penverne (Davanne), Gouttes e Leblond; Pesruisneau, Glovacki, Fontaine, Bliard e Vincent.

SPORT: Manga (Carijó); Pinheirense e Servílio (Pedro Matos); Osvaldinho, Zé Maria e Rubens; Traçaia, Naninho, Dario (China), Soca e Geo (Eliezer).

Gols: Glovacki (3), Fontaine (2), Bliard, Naninho e Eliezer.

Just Fontaine


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Entrevista com Bosco


Hoje é aniversário de Bosco, goleiro que atuou no Sport de 1993-2000 e 2003. É rubro-negro e ainda tem um carinho imenso pelo clube. Está fazendo 38 anos hoje. Em nome de toda a nação rubro-negra, decidimos fazer uma entrevista com ele para dar de presente.


FS- Qual o seu sentimento em relação ao clube que o revelou, o Vitória?

B - Vitória para mim foi importante porque foi lá que tudo começou, me dando a oportunidade de mostrar o meu trabalho e confiando nele, é um sentimento de gratidão.

FS - Como foi sua infância? Onde estudou, quando e como achou que tinha talento para jogar futebol?

B - Eu nasci em Escada, mas me criei na RMR, passando pelos bairros de Engenho do Meio e cidade de Camaragibe, onde passei a minha infância. A minha adolescência foi no Janga, em Paulista, e foi lá que eu comecei a praticar esportes, comecei no voleibol jogando no clube da Caixa Econômica Federal. Depois fui para o Surf, pratiquei alguns anos e jogava minhas peladas muito raramente. Foi aí que eu segui os conselhos dos amigos para fazer um teste em algum clube. Não gostava muito de estudar, mas alguns colégios foram de muita importância para mim, entre eles estão, o Madre Maria Imaculada e o Virgem Imaculada. Esses dois foram fundamentais para minha formação.

FS - Quais os jogadores e técnicos que você gostou mais de trabalhar?

B - Os treinadores mais importantes foram sem dúvida o Nereu Pinheiro e Helio dos Anjos. O Nereu porque me levou para o Sport junto com o diretor de futebol na época, o Bento, e o Hélio que teve a coragem de me lançar em 1997 como titular. Os jogadores são muitos, mas vamos lá. Albérico, Jefferson, Erlon, Nildo, Leonardo, Sandro, Adriano, Saulo (lateral-direito), Saulo (meia), Russo, Silvio Criciúma, Leandro, Pig, Aroudo, Chiquinho, Marcelo (atacante), Dedé, Ataíde, Marcus Vinicius, Jefferson (goleiro do Botafogo), Adriano Chuva, André Dias, Miranda, Hernanes, Jean, Mineiro e Ronaldo Angelim.

FS - Em qual (ou quais) goleiro (goleiros) em que você mais se espelhou?

B - O Jefferson na época do Sport 93 a 96. Foi muito importante na minha formação de base, me deu muitas dicas sobre várias situações de jogo, me deu muitas luvas, inclusive. (risos) Zetti, também. Esses foram os goleiros que eu me espelhei.

FS - Qual foi, na sua opinião, a melhor fase da sua carreira?

B - Foram dois. Em 98, sem dúvida, com uma campanha maravilhosa, ganhando um Pernambucano de forma invicta e uma campanha espetacular no Brasileiro. Em 2000 também com uma campanha impressionante. Campeão Pernambucano, vice na copa dos campeões, e um Brasileiro inesquecível. Um time para ficar na memória do torcedor, e para ficar registrado na história do Clube.

FS - Quais suas ambições para o futuro, agora que está aposentado?

B - Estou morando nos EUA agora e tenho uma companhia, a "Bosco Goalkeeper School", que presta serviços para escolinhas de futebol. Trabalhamos em especial com goleiros. Tem sido muito bom trabalhar aqui, o futebol está crescendo muito e também temos uma infra-estrutura muito forte aqui, dando uma qualidade boa de trabalho.

FS - Qual sua dica para os jovens que desejam seguir a carreira de jogador?

Tem que treinar muito, no futebol e como em qualquer área de trabalho a competição é muito forte, se você não for o melhor, não chega. Em todos os segmentos só o bom não é suficiente para chegar a um lugar de destaque. Eu vejo o Rogério Ceni hoje com quase 40 anos, com toda a bagagem e títulos que conseguiu em todo sua vitoriosa carreira, nunca ficou fora de um treino sequer, exceto quando estava machucado. Em todos os 6 anos que eu fiquei trabalhando ao lado dele, foi para mim, o grande exemplo de profissional. Então muito trabalho é fundamental.


Agradecemos a Bosco por ter separado parte do seu tempo para essa entrevista-presente em nome de toda a torcida!

Por Mateus Schuler.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

#Ademir90: A revolução tática

Ademir partia em disparada, recebia a bola em velocidade, deixava os adversários para trás e concluía com um arremate perfeito.

O seu rush quase sempre decidia as partidas.

Era uma máquina de fazer gols.

E acabou proporcionando uma revolução tática no futebol brasileiro.

Eram os tempos do sistema de jogo WM inglês.

Onde as equipes eram compostas por três defensores, quatro meio-campistas e três atacantes.

Porém, Queixada estava à frente do seu tempo.

Se posicionava em campo como um quarto homem de ataque.


Criando assim uma nova posição no futebol, que receberia a alcunha de "ponta de lança".

Na tentativa de parar Ademir, os times adversários passaram a recuar um homem do meio-campo para a defesa.

Daí, surgia a figura do "quarto-zagueiro".

Estas mudanças táticas foram fundamentais para o surgimento posterior do esquema 4-2-4.


Com o qual o Brasil ganhou suas primeiras Copas.

Ironicamente, sem Ademir.



















Próximo capítulo: