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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Evolução ou Revolução?

Diante do atual contexto em que o Sport se encontra, vislumbro duas alternativas para a administração do clube nos próximos anos.

A primeira segue uma perspectiva prudente e comedida de evolução. A ideia-chave aqui é sanear o clube economicamente, sem correr grandes riscos, com a finalidade de possibilitar voos mais altos no futuro. O pagamento das dívidas é prioridade, as contratações do time são conservadoras e os investimentos no clube são escassos. É a travessia no deserto com a esperança da Terra Prometida.

A segunda opção é revolucionar. Administrar com maior tolerância a riscos. Visar a objetivos ousados a curto prazo. Provocar mudanças drásticas na estrutura do clube. Criar novas receitas. Investir. Mas com um detalhe: um erro aqui pode ser fatal.

Vejo em Gustavo Dubeux, à princípio, um revolucionário. O novo estádio é pura revolução. Os esforços nas categorias de base (que não se resumem a um "simples" centro de treinamento, como muitos pensam...) mudarão a cara do clube. A campanha de sócios Sport de Verdade já é uma realidade. Enfim, são várias as ações que eu poderia citar para ratificar meu pensamento. 

Mas quanto à formação do time? A atual gestão está assumindo uma posição arrojada ou conservadora? 

Neste sentido, até agora, pouco mudou. A postura "evolucionária" permanece. Contratações conservadoras, pouca ousadia, falta de criatividade e muitas apostas. O Sport de sempre, apenas um pouco mais metódico.

Uma pena, pois uma equipe vencedora é a engrenagem fundamental para a revolução. O sucesso esportivo é quem alavanca todas as receitas (sócios, bilheterias, patrocinadores, ações de marketing, prêmios e etc.). Crescimento que depois financia a formação de uma equipe ainda mais vitoriosa e outros investimentos no clube. É um círculo virtuoso. O Sport precisa lançar mão dele!

Será que a atual diretoria ainda revolucionará na formação do time? Grandes jogadores serão contratados? Esperemos os próximos dias...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Patrocinadores - Parte 1

Aos desavisados, primeiramente deixo claro que a CHESF não é a nova patrocinadora do Sport. Não há sequer rumores disto.

Este post, na verdade, tem o intuito apenas de provocar os nossos dirigentes, que podem, quem sabe um dia, trabalhar com esta possibilidade.

A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco é a empresa mais lucrativa do setor elétrico do Brasil e maior empresa com sede em Pernambuco.


É um curioso caso de subsidiária que lucra 5 vezes mais que a própria controladora, a Eletrobrás.


Eletrobrás que há um tempo tornou-se patrocinadora do Vasco da Gama do Rio de Janeiro, um ótimo contrato de 14 milhões anuais.

Eletrobrás que também possui como subsidiária a Eletrosul, prima pobre da CHESF, que tem sede em Florianópolis e patrocina Avaí e Figueirense, clubes os quais, com todo respeito devido, possuem menos torcida e tradição que o Sport.


Diante da presença da Eletrobrás e Eletrosul no futebol, faço o seguinte questionamento: Por que a CHESF, justo a empresa mais forte do grupo, não investe no Sport e no futebol pernambucano?

A CHESF tem autonomia, é independente operacional e politicamente, suas decisões emanam do Recife, sua diretoria é composta por pernambucanos... Teria contexto melhor que este?

Tenho convicção que uma empresa com alma pernambucana nos valorizaria bem mais na hora de fechar um contrato que, por exemplo, empresas sudestinas.

Será que uma iniciativa de nossos dirigentes poderia viabilizar uma grande parceria?

Com a palavra, aqueles que fazem o clube...


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Prioridade das Competições - Parte 4

Anteriormente, opinamos sobre o Campeonato Pernambucano, o Campeonato Brasileiro, e, por fim, sobre a Copa do Brasil, Copa Sul-Americana e Taça Libertadores da América.

Encerraremos a discussão acerca da prioridade das competições opinando sobre nossa competição regional, a Copa do Nordeste ou Campeonato Nordestino.

De cara, deixo claro que sou a favor da existência do torneio. 

Em comparação com os estaduais, a competição regional proporciona maiores patrocínios, maiores públicos, melhores cotas de televisionamento e maior visibilidade. 

Certamente é mais proveitoso jogar contra o Fortaleza, por exemplo, em um Castelão lotado, que enfrentar um pequeno time de prefeitura de qualquer cidade pernambucana, seja da RMR ou do interior.

Devemos então abolir os campeonatos estaduais, e substituí-los pela Copa do Nordeste? Penso que não. Apesar dos contras, defendo a tradição, sobretudo do quase centenário Campeonato Pernambucano.                                    

Sem a extinção dos estaduais, como arrumar datas para a Copa do Nordeste?
Antes de revelar minha solução, é necessário apresentar algumas importantes informações. 

A CBF normalmente disponibiliza, por temporada, 24 datas para as competições estaduais. O Campeonato Pernambucano deste ano conseguiu extrapolar este número, contando, no total, com 26 rodadas. Por outro lado, o Campeonato Mineiro 2011 necessitou apenas de 15 rodadas, com a mesma quantidade de clubes participantes do Pernambucano 2011 (12 equipes).

Sabendo disto, minha solução passa pela redução do número de datas dos nossos estaduais. Por que não utilizar o modelo mineiro? Sei que isto implica numa certa diminuição do poder ($$$) de nossas arcaicas federações estaduais, mas acredito que uma ação conjunta dos principais clubes nordestinos conseguiriam tal feito.

Com estaduais de 15 rodadas, de acordo com o calendário da CBF, sobrariam 9 datas para a nossa competição regional. Como fazer um campeonato com 9 datas? Proponho duas abordagens, que serão vistas a seguir:


Abordagem I - Copa do Nordeste moderna

Descrição: competição com 16 times, sendo eles os clubes nordestinos melhores colocados nas 4 divisões do Campeonato Brasileiro do ano anterior (na prática, todos os clubes nordestinos das Séries A, B e C, mais os melhores colocados da Série D, até completar 16 times).

Formato: Primeira fase com 4 grupos de 4 times, com jogos de ida e volta (6 datas); quartas de final, semifinais e final em jogo único na casa do time de melhor campanha (3 datas).

Vantagens:

  • Competição mais democrática;
  • Incentivaria os clubes menores a fazerem boas campanhas no campeonato nacional;
  • Evitaria a exclusão de clubes menores que estão em divisões superiores no campeonato nacional (Ex. Icasa, Salgueiro e etc.).

Se tivesse havido esta competição já em 2011, pela classificação das séries A, B, C e D do Brasileiro 2010, teriam participado*:

Ceará (Série A - 12°), Vitória (Série A - 17°), Bahia (Série B - 3°), Sport (Série B - 6°), ASA (Série B - 9°), Icasa (Série B - 12°), Náutico (Série B - 13°), América (Série B - 20°), ABC (Série C - 1°), Salgueiro (Série C - 4°), Fortaleza (Série C - 10°), CRB (Série C - 11°), Campinense (Série C - 12°), Alecrim (Série C - 17°), Guarany de Sobral (Série D - 1°) e CSA (Série D - 12°).

*Obs: não há clubes do Maranhão, nem do Piauí, porque estes Estados pertencem a região Norte na geografica do futebol brasileiro.



Abordagem II - Liga PE-RN-CE-BA

Descrição: competição com 8 times, da qual participariam os maiores clubes do Nordeste historicamente: América, Bahia, Ceará, Fortaleza, Náutico, Santa Cruz, Sport e Vitória.

Formato: Primeira fase com 2 grupos de 4 times, com jogos de ida e volta (6 datas); semifinais em jogos de ida e volta (2 datas); final em jogo único na casa do time de melhor campanha (1 jogo).

Vantagens:

  • Participariam todos os clubes nordestinos que já ganharam alguma competição oficial do Nordeste ou Norte-Nordeste;
  • Participariam todos os clubes nordestinos que já jogaram a Série A no atual sistema de promoção e rebaixamento (a partir de 1988, quando o estadual deixou de ser classificatório para o nacional);  
  • Todos os jogos seriam disputados em estádios modernos: Nova Fonte Nova, Novo Castelão, Arena das Dunas, Arena Pernambuco e Nova Ilha do Retiro.



Nunca é demais lembrar que a Copa do Brasil deve ser encarada como a competição de maior prioridade para o Sport no primeiro semestre. Obviamente, em caso de desclassificação da competição nacional, a competição regional passa a ser a competição mais importante para o clube no primeiro período do ano.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Prioridade das Competições - Parte 3





















Então, quais são os títulos importantes pelos quais  o Sport tem condições de lutar hoje? A resposta é simples: Copa do Brasil e Copa Sul-Americana. 

Na minha opinião, estas são as duas competições prioritárias para o Sport quando a questão é ganhar títulos.

A Copa do Brasil é uma competição com a cara do Sport. Sabemos como ganhá-la e os benefícios que ela pode trazer. Além do título de 2008, temos ainda outras três respeitáveis campanhas: um vice (1989) e duas semifinais (1992 e 2003).

Mas quando o assunto é Copa do Brasil, uma coisa me incomoda: a pouca regularidade do clube. Se excluirmos nossas quatro grandes campanhas (1989, 1992, 2003 e 2008), veremos que só chegamos às quartas-de-final uma única vez (1998). É pouco para o Sport.

O Sport tem que se acostumar a sempre chegar longe nesta competição. Ganhar uma Copa do Brasil em quatro anos é maravilhoso, mas ainda melhor seria se, além do título, chegássemos a uma semifinal e duas quartas.

Para minimizar isto, proponho que, no primeiro semestre, a Copa do Brasil seja considerada soberana (salvo os anos de Libertadores, claro). Se há jogo da Copa do Brasil, não importa contra qual adversário for, o foco na partida é total. Não jogaríamos com o time principal em outro jogo de outra competição na mesma semana. Este é o pensamento.

A Copa Sul-Americana é uma competição com o mesmo espírito da Copa do Brasil.  Diferencia-se desta apenas pelo nível de dificuldade um pouco mais elevado (o Goiás nos mostrou) e por  proporcionar muito mais status a seus vencedores.

Incrivelmente, nunca participamos desta competição. Muito devido àquela que considero a pior fase da história do clube (2001-2005), e também a outros deslizes posteriores.

O Sport tem que disputar a Sul-Americana todos os anos (com exceção dos anos de Libertadores). É a competição que devemos olhar como oportunidade de título no segundo semestre, obviamente dividindo prioridade com a Série A. 

Não apenas o título, pois boas campanhas na Copa proporcionam uma valiosa exposição do clube em nosso continente. O Sport precisa, de uma vez por todas, se apresentar para a América do Sul.

Nunca é demais lembrar que os títulos da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana rendem uma vaga na Libertadores. E sobre anos de Libertadores para o Sport, não tem muito o que se falar: colocamos o time para jogar de dourado e gozamos desses melhores momentos de nossa história.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Prioridade das Competições - Parte 2

























Começamos a discussão sobre a prioridade das competições sugerindo que o Campeonato Pernambucano venha a ser conduzido como pré-temporada pelo Sport.

Desta vez, falaremos sobre a prioridade em relação ao Campeonato Brasileiro.

Hoje, é sabido que o Sport está na 2a divisão do Brasileirão, mas isto deve ser considerado um período de exceção. Conforme sua tradição, suas campanhas e seus títulos nacionais, o Sport tem a obrigação de estar na 1a divisão. 

Ser rebaixado à Série B, ou pior, se manter nela configura uma verdadeira situação de tragédia no rubro-negro da Praça da Bandeira. Eu não tenho a menor dúvida que os anos de 2001 a 2005 compuseram a pior fase da história do clube, e, como nós sabemos e vivenciamos, seus efeitos foram devastadores. O Sport parou no tempo.

O Campeonato Brasileiro é a base de tudo. É o alicerce do clube. Quando jogamos a Série A, temos perspectivas; quando não, regredimos. 

Por meio do Brasileirão, mantemos nossa tradição nacional, aumentamos nossas receitas, valorizamos a marca Sport, promovemos nossos jogadores, expandimos nossa torcida, dentre outras várias benesses.

Sem falar que ainda nos permite jogar a Sul-Americana, e, com um pouco de sorte, a Libertadores.

Estar na 1a divisão não é questão de prioridade para o Sport, é questão de sobrevivência.

Ok. Todos os anos o Sport tem que jogar a Séria A, mas, quanto ao título, é provável conquistá-lo outra vez a curto ou médio prazo? 

Neste atual modelo, acredito que não, a não ser através de um raro caso fortuito. Para ganhar este título, normalmente é necessário estar em um patamar o qual nosso clube apenas alcançará a longo prazo, se trabalharmos duro. 

Devido a isto, o planejamento do Sport para o Brasileirão, na minha opinião, deveria ser fundamentado nas seguintes metas:

  • Continuar a tradição de fazer boas campanhas;
  • Jamais ser rebaixado;
  • Garantir sempre a vaga para a Sul-Americana;
  • Em anos mais promissores, lutar por uma vaga na Libertadores.

Este é o norte que podemos tomar hoje.

Certo, então temos que nos conformar em não ganhar títulos importantes durante este primeiro período? Claro que não.

O Sport desde já reúne plenas condições para conquistar duas grandes competições: a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana.

Mas isto é o que veremos no próximo post sobre o tema!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Prioridade das Competições - Parte 1

Estamos de volta ao futuro do Sport! E, desta vez, as coisas vão ficar mais interessantes porque tenho uma opinião que contraria diametralmente a posição histórica do clube em relação a um importante tema: a prioridade das competições.

Sabemos que a grandeza do Sport se percebe unicamente por seus feitos nacionais e internacionais (Fundamento número 3 do blog), então porque, ainda hoje, damos tanta importância ao Campeonato Pernambucano?

Reconheço que o Campeonato Pernambucano teve grande importância na construção do Sport ao longo da sua história. Foi ele quem viabilizou o surgimento da imensa torcida do Sport. Por meio dele, nasceu a tradição e a força do futebol local. 

Mas os tempos mudaram. O Sport cresceu, enxergou horizontes mais amplos, conquistou o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, fez boas campanhas em várias competições nacionais e participou da Libertadores da América. Apesar disso, a mentalidade da fase provinciana ainda assola uma parcela dos nossos dirigentes e de nossa torcida:

"Eu conquistei pela segunda vez um tetracampeonato e um penta, sendo que o tetra foi invicto. Eu não fiz um trabalho ruim". Sílvio Guimarães.

Na minha opinião, o Campeonato Pernambucano ficou pequeno para o Sport. Hoje, ter 40, 50 ou 100 títulos pernambucanos não aumenta em nada a grandeza do clube. O que fazer então? Deixar de participar da competição? Acabar com o campeonato? De maneira nenhuma, proponho apenas uma nova perspectiva.

O Pernambucano deveria ser encarado como uma pré-temporada pelo Sport. Um tempo de ajustes e recuperação dos aspectos físicos e técnicos da equipe. Um período de trabalhos basilares para que o time entre mais forte nas competições que realmente interessam ao longo do ano.

Não deveríamos permitir que nossos principais jogadores sigam o ritmo irracional imposto pela competição estadual no início da temporada. Isto faz com que o time chegue nas principais competições com um preparo físico deficiente, bastante desgaste e muitas contusões, prejudicando sobremaneira seu desempenho.

Nos jogos do Pernambucano, proponho um rodízio entre os principais jogadores e os suplentes da equipe, fazendo com que cada um deles jogue apenas uma vez por semana. Isto proporciona a abertura de espaço para reservas e juniores mostrarem seu valor. Por outro lado, como veremos no próximo post sobre o tema, no primeiro semestre, a Copa do Brasil tem máxima prioridade. Nesta competição, iríamos sempre com força total.

Então o Pernambucano não nos serviria em nada? Seria apenas para cumprir tabela? Também não. O Pernambucano ainda nos proporciona algumas vantagens.

Com um planejamento bem feito, os jogos do pernambucano serviriam como exercício para a obtenção de ritmo de jogo e entrosamento. Além disso, esses jogos ofereceriam uma situação ideal, sem muita pressão, para o lançamento das promessas das categorias de base.

Outra vantagem do Pernambucano é a possibilidade de divulgar a marca Sport no interior do estado (Fundamento número 5 do blog). 

Se o Sport tem grande torcida no interior, sobretudo nas cidades de Vitória de Santo Antão, Garanhuns, Caruaru e Petrolina, isto se deve em parte ao fato de o Sport quase todo ano jogar lá. 

Além disso, durante o Pernambucano, grande parte dos jogos do Sport são transmitidos pela TV para todo o estado. Desse modo, o estadual é um bom instrumento para a consolidação da torcida do Sport por todos os cantos de Pernambuco.

Certamente me perguntarão sobre a exclusão da rivalidade com o Náutico e o Santa Cruz. É intencional. Acredito que a rivalidade é salutar, mas quando se briga por algo grande. Nesta hipótese, ela é um impulsionador de crescimento para todos os lados. Por isso, sou a favor desta rivalidade, desde que aconteça em jogos importantes do Brasileiro, da Copa do Brasil e etc. Nos digladiar por pouco é sinal de pequenez.

Concluindo, não acho que deveríamos abandonar o tradicional campeonato que se aproxima do seu centenário. Mas urge uma mudança de visão.

No próximo post sobre o tema, abordaremos a prioridade do Campeonato Brasileiro.

Prioridade das Competições - Parte 2
Prioridade das Competições - Parte 3
Prioridade das Competições - Parte 4

segunda-feira, 20 de junho de 2011

CT do Leão






















Vamos em frente na discussão sobre o futuro do clube, abordando outro ponto tão importante quanto a questão da Arena: a conclusão do centro de treinamento.

Segundo o fundamento número 1 do blog, "o único caminho para igualar o Sport tecnicamente aos clubes do Sul e do Sudeste é revelando grandes jogadores".

Até hoje, apenas por benção de Deus, o Sport revelou grandes jogadores, como Ademir Menezes, Vavá, Manga, Rildo, Almir Pernambuquinho, Biro-Biro, Juninho Pernambucano e etc. 

Para o futuro, devemos buscar a sistematização deste processo.

Uma divisão de base bem estruturada é a garantia de um futuro time do Sport com grandes jogadores formados no próprio clube. E um centro de treinamento moderno é um dos instrumentos indispensáveis para este fim.

Um centro de treinamento, além disso, permite a melhora na qualidade do trabalho com os jogadores do profissional.

A boa notícia é que a questão do CT do Leão também vem sendo levada como prioridade pelos comandantes do clube.

Nosso CT, o Centro de Treinamento Presidente José de Andrade Médicis, está localizado no bairro de Paratibe, da cidade de Paulista, a 30 km de Recife.

Foi adquirido em 2008, na gestão de Milton Bivar, por 2 milhões de reais, obtidos com a venda de Daniel Paulista para a Romênia.

Tem uma área de 8 hectares, e atualmente conta com cinco campos oficiais.

O projeto de modernização do CT prevê hospedaria (suítes), refeitórios, restaurantes, vestiários no padrão europeu, departamento médico completo e equipado, piscinas e academia tanto para as categorias de base, como para o profissional. 

O sócio também será beneficiado com a previsão de quadras poliesportivas, quadras de areia e um centro de apoio sócio-cultural (salão de jogos, restaurante, auditório e locais de convivência e etc.).

Uma sala de imprensa e um centro administrativo finalizam o projeto

Os trabalhos já se iniciaram, com recursos provenientes da venda de jogadores e de uma parceria com o patrocinador Banco BMG.

Ao lado disso, estuda-se a possibilidade de obter vantagens da Lei de Incentivo ao Esporte.

Na minha opinião, o projeto está ok, compatível com minhas expectativas para o futuro do Sport. Defendo que todos os esforços possíveis sejam direcionados para sua rápida conclusão. 

Inclusive, sugiro que 100% do dinheiro da venda de Ciro, com exceção da existência de despesas imediatas a serem pagas pelo presidente Dubeux, seja aplicado no CT.

É questão de urgência. Neste ponto, estamos atrasados inclusive em relação a outros times médios do Brasil. Já passou da hora de mudarmos este panorama.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Arena da Ilha do Retiro - Parte 4

O quarto post falando sobre a Arena vem somente para expor uma pequena dúvida sobre o projeto.

Do vídeo oficial da Arena, retirei as duas imagens ao lado.

Na imagem de baixo, mostra uma sobreposição da futura arena multiuso no atual terreno da Ilha.

Percebemos que há uma área (listras amarelas com interrogação), onde hoje ficam parte do campo auxiliar e dos campos de society, que aparece fora do projeto da Arena.


Seria uma área verde?

Ou seria uma área cedida ao investidor?

Ou, ainda, apenas um erro, um encaixe mal feito no render?

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Arena da Ilha do Retiro - Parte 3




















Após apresentar as informações oficiais e opinar, venho neste post apresentar uma pequena sugestão ao projeto tocado pelo presidente Dubeux.

Bem, minha sugestão é a aplicação do conceito Stehplatz na nova Ilha. Mas o que vem a ser isto? 

Stehplatz é como os alemães chamam os espaços do estádio onde se encontram cadeiras que podem ser retiradas quando necessário.

O sistema das cadeiras removíveis é bastante simples: ao invés de serem fixadas diretamente ao concreto, são presas a barras de ferro que permitem a fixação e retirada das cadeiras de maneira fácil e sem qualquer dano.

Stehplatz

















Acredito que esta seja uma abordagem interessante para nosso futuro estádio. 

Esta solução nos abre a possibilidade de termos setores do estádio onde se possa torcer com mais efervescência: pulando, correndo, em pé e etc.

Muitos torcedores abrem mão do conforto para continuar com esta agitada experiência nos estádio de futebol. O que falar então das torcidas organizadas? Então seria até democrático a existência destes setores na nova Ilha. 

Minha sugestão é que os nossos Stehplatz fiquem atrás das traves de meta, quase como uma homenagem às atuais Gerais, e que, em condições normais, ofereçam, no máximo, 20% da capacidade oficial do estádio (20% de 45 mil).

Falo em condições normais porque, em ocasiões especiais, como, por exemplo, finais de campeonatos, este percentual poderia ser ampliado, com o fim de dilatar a capacidade total do estádio e, por consequência, aumentar a arrecadação da partida.

Nestes casos, a disponibilização de 30 a 35% da capacidade oficial para setores sem cadeiras poderia viabilizar um público total de até 60 mil pessoas.

Dessa forma, para implementação da minha sugestão, é exigível que nosso estádio tenha, no máximo, 65% de sua capacidade oficial (45 mil) em cadeiras fixas (solução mais barata) e 35% no sistema Stehplatz (custo maior).

A fixação ou retirada das cadeiras removíveis estaria vinculada ao potencial da partida.

É importante lembrar que os torcedores que preferem o conforto à agitação teriam prioridade, contando sempre com a maior parcela do estádio. Em jogos ordinários, disporiam de 80% da capacidade oficial; em jogos especiais,  de 65 a 70%.

Cabe observar também que, em partidas que exigem padrão FIFA, obviamente todas as cadeiras seriam recolocadas, preenchendo 100% do estádio.

Por fim, recomendo um vídeo que mostra como funciona as cadeiras removíveis do moderno estádio do Dallas Cowboys.



segunda-feira, 6 de junho de 2011

Arena da Ilha do Retiro - Parte 2















Até que enfim, chegamos ao primeiro de vários posts que cumprem a proposta de existência deste blog: falar do nosso Sport ideal, do clube que imaginamos no futuro.

Porém, nunca podemos nos esquecer do fundamento número 6 do blog: "o foco é o futuro, mas com os pés no presente e relembrando sempre o passado para que tenhamos um melhor entendimento do Sport". Então, vários posts sobre o presente e o passado também virão por aí.

No primeiro post sobre a Arena, apenas apresentamos as informações oficiais do projeto que está sendo tocado por nossa direção. Agora é hora de opinar.

Inicialmente, eu tinha convicção que a melhor alternativa de termos um estádio moderno seria adotar a Arena da Copa, em conjunto com o Náutico e o Santa Cruz.

Arena da Copa
Meu raciocínio era simples: o Sport não tem dinheiro para construir um novo estádio, então a figura do investidor é indispensável para este fim. Assim, para usufruir de uma nova arena, o Sport teria que arcar com uma série de obrigações, possivelmente tendo que abrir mão de uma parte de suas receitas atuais, para que o negócio fosse viável para o investidor.

Sendo assim, melhor seria adotar a Arena da Copa, pois o ônus decorrente da relação com o investidor não recairia somente sobre o Sport, e sim sobre os 3 clubes de Recife, suavizando a parcela rubro-negra. 

Há que se lembrar também que o Governo tem muito interesse na Arena da Copa, o que poderia facilitar ainda mais a vida dos 3 times da capital. 

Este era meu raciocínio. Dubeux fez melhor. 

O Sport não entra no negócio da arena de mãos vazias. O clube dispõe de uma excelente contrapartida ao investidor, que é a cessão de uso de superfície de sua sede, uma grande área contínua, central e bastante valorizada comercialmente (segundo Homero, hiperbolicamente, o complexo da Ilha vale 1 bilhão de reais), por 30 anos.

Valendo-se disto, o presidente entende ser viável uma parceria com o investidor para construção de uma arena exclusiva, no mesmo local da atual Ilha do Retiro, com as receitas atuais mantidas e novas receitas garantidas para o clube. Grande negócio.

Esta abordagem me surpreendeu bastante positivamente. Na verdade, expandiu meus horizontes nesta questão do novo estádio do Sport. 

Certamente, neste caso, Dubeux se propõe a fazer um Sport melhor do que eu imaginava ser possível.

Nenhuma vírgula a acrescentar no projeto atual da Arena, com exceção de uma pequena sugestão que será apresentada no próximo post sobre a Arena.