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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Vavá

























Edvaldo Izídio Neto, o Vavá , pernambucano, nascido a 12 de novembro de 1934 em Lagoa dos Gatos, falecido a 19 de janeiro de 2002 no Rio de Janeiro-RJ, é considerado um dos maiores centroavantes da história do futebol brasileiro. 

O "Peito de Aço" ou "Leão da Copa" foi mais um craque de nível mundial revelado pelo rubro-negro da Praça da Bandeira. Iniciou sua carreira nas categoria de base do clube, sendo campeão pernambucano juvenil de 1949. 

Em 1951, pouco tinha jogado na equipe principal do Sport, mas já chamava a atenção de dirigentes sudestinos, que procuravam um jogador para substituir o grande Ademir. Naquele mesmo ano, aconteceria o inevitável, a saída do craque para o Sudeste.

Em clubes daquela região, Vavá faria uma bela carreira, assim como na Espanha, onde ganhou duas Copas do Rei (1959/1960 e 1960/1961) com a camisa do Atlético de Madrid. Contudo, foi através de suas apresentações na Seleção Brasileira que o centroavante rompedor foi elevado a um dos heróis do futebol nacional.

Já em 1952, recém-chegado ao Sudeste, defendeu a Seleção nas Olimpíadas de Helsinque, jogando 2 partidas e fazendo 1 gol. Teve como companheiros naqueles Jogos Olímpicos outros dois ex-jogadores do Sport: Ilo Caldas e Adésio. 

Vavá estreou em 1955 na Seleção principal. Em 1958, vivenciou seu primeiro momento de glória, com a conquista da Copa do Mundo, a primeira da história da Seleção. O pernambucano marcou 5 gols, sendo 2 deles na grande final, contra a Suécia, anfitriã da Copa.

O segundo grande momento da carreira de Vavá se deu 4 anos depois, com uma nova conquista da Copa do Mundo, desta vez no Chile. O craque foi um dos artilheiros da Copa de 62, com 4 gols marcados, ao lado de Garrincha, Flórián Albert (Hungria), Leonel Sánchez (Chile), Valentin Ivanov (URSS) e Dražan Jerković (Iugoslávia). Um destes gols foi marcado durante a final, contra a Tchecoslováquia, tornando-o o primeiro jogador a fazer gols em duas finais de Copa do Mundo. Depois de Vavá, apenas Pelé, Breitner (Alemanha) e Zidane (França) conseguiriam tal façanha.

Ao longo de sua carreira, Vavá vestiu a camisa canarinho 23 vezes, entre os anos de 55 e 64, e marcou 14 gols, 9 deles em Copas do Mundo. Porém, é importante observar que, durante seu auge, o artilheiro jogava na Espanha, o que o impediu diversas vezes de ser convocado para a Seleção. Sem este obstáculo, o bicampeão mundial poderia ter feito um estrago ainda maior... Quem sabe?


Vídeo com os 9 gols de Vavá em Copas do Mundo (primeiro vídeo produzido por este blog):


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Seleção Histórica do Sport
























O site oficial do clube lançou, nesta quarta-feira, uma campanha para a escolha dos 11 melhores jogadores que vestiram a camisa rubro-negra, ao longo de toda sua história. 

A "convocação" deste "melhor Sport de todos os tempos" será feita pela própria torcida, através de sugestões no twitter oficial e posterior enquete no site oficial.

Ao final da promoção, um painel com a Seleção Histórica do Leão será pintado na Ilha.

Bem, a grande maioria das sugestões apresentadas se referem a grandes jogadores que fizeram muito pelo Sport, como Raúl Bentancor, Traçaia, Betão, Aílton, Roberto Coração de Leão, Ribamar, Robertinho, Leonardo, Jackson, Magrão e etc.

Este, sem dúvidas, é o critério mais justo para a escolha da seleção. Mas, desta vez, vou na contramão. 

Minha seleção é formada por grandes jogadores revelados pelo clube, reforçada com grandes craques do futebol nacional que vestiram a camisa rubro-negra e fizeram bonito por aqui.

Coincidentemente, este também é meu time de botão. Aviso, então, que não respeitei rigorosamente as posições originais dos craques. Vamos aos nomes:

Manga - um dos maiores goleiros da história do futebol nacional, teve sua data de aniversário escolhida como o Dia do Goleiro. Foi revelado pelo Sport, sendo campeão dos juniores sem sequer levar gol. Firmou-se no time profissional  após a excursão para a Europa de 57, substituindo Carijó, e foi campeão pernambucano de 58. Após sair do Sport, jogou a Copa do Mundo de 66, foi campeão da Taça Brasil, bicampeão brasileiro, tetracampeão uruguaio, campeão da Libertadores e campeão do Mundial Interclubes. 

Biro-Biro - jogador folclórico, revelado pelo Sport e campeão pernambucano de 77. Foi um dos melhores volantes do futebol brasileiro durante a década de 80, chegando a ser convocado para a Seleção. Ganhou uma Bola de Prata Placar em 82.

Dinho - jogador sergipano, mas que apareceu para o futebol nacional no Sport. No clube, jogou a Libertadores de 88, foi campeão da Série B de 90 e campeão pernambucano de 88 e 91. Após sua saída, ganhou 2 Copas do Brasil, 1 Campeonato Brasileiro, 3 Libertadores e 2 Mundias Interclubes. Além disso, jogou pela Seleção.

Rildo - lateral esquerdo revelado pelo Sport, mas que logo foi jogar no futebol do Sudeste. Jogou a Copa de 66 e teve vida longa na Seleção Brasileira. Por pouco não foi também à Copa de 70: jogou durante as Eliminatórias mas perdeu espaço com a mudança de comando de João Saldanha para Zagallo.

Ely do Amparo - jogador oriundo do Sudeste, chegou veterano ao Sport e marcou o seu nome na história do clube com o título do Cinquentenário de 55. Antes de chegar ao Recife, tinha jogado na Copa de 50 e foi à Copa de 54. Ganhou o Sul-Americano (hoje Copa América) de 49 e o Pan-Americano de 52 pela Seleção.

Juninho Pernambucano - uma das revelações do time de 94 que ficou conhecido como "Menudos da Ilha". Ganhou o Campeonato Pernambucano e a Copa do Nordeste daquele ano. Representou o Sport na Seleção Brasileira de Novos vencendo o Torneio de Toulon em 1995. Após sair do clube, ganhou 2 Campeonatos Brasileiros, 1 Libertadores, 7 Campeonatos Franceses e 1 Copa da França. Pela Seleção, disputou a Copa de 2006 e foi campeão da Copa das Confederações de 2005.

Almir Pernambuquinho - jogador que ficou na história não apenas pelo seu futebol, mas também pelas confusões que arrumava, dentro e fora do campo. No Sport, foi revelado no time juvenil "Campeão do Cinquentenário" (Campeonato Pernambucano Juvenil de 1955). Logo, partiu para o Sudeste do país. Foi campeão do Mundial Interclubes de 63, substituindo Pelé. Venceu ainda 2 Taças Brasil, 1 Libertadores e 1 Campeonato Argentino (pelo Boca). Jogou várias partidas pela Seleção.

Éder - talvez a maior contratação da história do Sport. Éder fez parte da "Seleção Futebol Arte" de 1982. Era considerado um dos maiores craques do futebol brasileiro daqueles tempos. Em 87, veio ao Sport. Passou pouco tempo no clube, mas apresentou, em terras pernambucanas, sua técnica e seu potente chute, que o fez ser conhecido como a "Bomba de Vespasiano". 

Dadá Maravilha - outra contratação de peso na história do clube, vestiu a camisa do Leão em seu auge, fazendo parte do Supertime da Ilha de 75, campeão pernambucano daquele ano. Em 76, fez 10 gols em uma única partida, contra o Santo Amaro, estabelecendo um recorde mundial na época. É o 6° maior artilheiro da história do Sport. Pela Seleção, foi a Copa de 70.

Vavá - uma dos maiores jogadores que o Sport revelou, também passou pouco tempo no clube. Pela Seleção, ganhou as Copas do Mundo de 58 e 62. Foi co-artilheiro da Copa de 62 com 4 gols, fez gols nas finais de 58 e 62 e, no total, marcou 9 gols em Copas do Mundo. Na Espanha, levantou 2 Copas do Rei pelo Atlético de Madrid.

Ademir Menezes - na minha opinião, o maior jogador que vestiu a camisa do Sport. Revelação do clube que comandou o time na excursão ao Sul e Sudeste do país em 41, excursão esta que maravilhou todo o Brasil pelo futebol apresentado. Foi ainda campeão e artilheiro do Pernambucano. Após sair do Sport, brilhou na Seleção, sendo campeão do Sul-Americano de 49 (atual Copa América) e do Pan-Americano de 52. Por fim, foi o artilheiro e um dos melhores jogadores da Copa de 50.

Leão - foi o técnico escolhido para comandar esse time de feras. No Sport, Leão jogou e tornou-se treinador, montando o time que seria campeão brasileiro de 87. Comandou um dos times mais técnicos da história do clube no ano de 2000, fazendo uma excelente campanha no Brasileiro, sendo vice-campeão da Copa dos Campeões e campeão do Pernambucano e da Copa do Nordeste. Estando ainda no Sport, partiu para ser técnico da Seleção Brasileira.