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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Stade de Reims 6x2 Sport (1957)

Com que finalidade o blog inventa de fazer um post sobre uma goleada sofrida pelo Leão? Calma. Decidimos elaborar este post apenas para mostrar a vocês qual é o espírito que conduz nossas pesquisas. Como acontecem nossas "descobertas" históricas. Portanto, levem este texto apenas como curiosidade.

Certa vez, estávamos explorando a Excursão à Europa e ao Oriente Médio de 1957, quando um jogo nos chamou a atenção: Stade de Reims 6x2 Sport.


Veio a inevitável questão: como o Sport levou uma "lapada" dessa de um time francês tão desconhecido? 


Eliezer, autor de
um dos gols rubro-negros
Desconhecido para nós, em nosso limitado conhecimento futebolístico, né... Pois um posterior exame mais profundo sobre o tal time francês nos surpreendeu sobremaneira.

Naquele período, o Stade de Reims tinha nada mais nada menos que um dos melhores esquadrões da Europa. 

Em duas oportunidades, 1955-56 e 1958-59,  foi vice-campeão da Taça dos Campeões Europeus (atual UEFA Champions League), sucumbindo apenas diante do Real Madrid de Di Stéfano. 

Na temporada da partida contra o Sport, acumulou o título francês e da Copa da França.

O scratch do Stade de Reims era formado por vários jogadores que defendiam a seleção francesa, dos quais podemos destacar Armand Penverne (Copas de 1954 e 1958), Michel Leblond (Copa de 1954), Léon Glovacki (Copa de 1954), Jean Vincent (Copas de 1954 e 1958) e sobretudo o grande Just Fontaine, artilheiro nascido em Marraquexe que marcou 13 gols na Copa de 1958, recorde em uma unica edição até os dias atuais.

Portanto, a 24 de maio de 1957, o Sport não foi derrotado por um timinho qualquer. Por um time da segunda divisão, que já passeou pela terceira, como o Stade de Reims atual. Destarte, a "lapada" supracitada talvez se torne um pouco mais digerível para todos nós.

Finda a curiosidade, voltemos às glórias do Leão!


Stade de Reims 1956/1957

















Dados da partida:

STADE DE REIMS 6X2 SPORT

STADE DE REIMS: Jacquet (Dantheny); Schollhammer e Giraudo; 
Penverne (Davanne), Gouttes e Leblond; Pesruisneau, Glovacki, Fontaine, Bliard e Vincent.

SPORT: Manga (Carijó); Pinheirense e Servílio (Pedro Matos); Osvaldinho, Zé Maria e Rubens; Traçaia, Naninho, Dario (China), Soca e Geo (Eliezer).

Gols: Glovacki (3), Fontaine (2), Bliard, Naninho e Eliezer.

Just Fontaine


segunda-feira, 5 de março de 2012

Seleção Pernambucana





















A Seleção Pernambucana é a seleção estadual que representa a Federação Pernambucana de Futebol em competições oficiais e amistosos. 

Diferentemente das seleções nacionais, não se trata de uma time formado unicamente por jogadores pernambucanos, mas sim de uma equipe com os melhores jogadores que atuam nos clubes pernambucanos.

Ademir Menezes e Djalma Bezerra
defendendo a Seleção Pernambucana
em 1941
Durante toda sua história, alinhou inúmeros craques que defendiam o Sport. Marcílio Aguiar, Manuelzinho, Ademir Menezes, Djalma Bezerra, Zé Maria, Traçaia, Alemão, Djalma Freitas, Manga, Biro-Biro, Dadá Maravilha, Leão, Betão, Ribamar, Robertinho, Magrão, Durval e Carlinhos Bala são apenas alguns dos grandes rubro-negros que vestiram a camisa azul e branco.

Seu período áureo foi entre 1923 e 1962, quando teve a competência de defender o futebol pernambucano nas edições do Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais (única competição nacional existente até 1959), logrando destacadas campanhas, como o vice-campeonato de 1959 e a 4a colocação de 1956. 

Em 1959, foi convidada pela CBD (atual CBF) para representar a Seleção Brasileira no Sul-Americano Extra de 1959 (atual Copa América). Naquela ocasião, recebeu da imprensa sudestina a pejorativa alcunha de "cacareco". Porém, o honroso 3º lugar no Sul-Americano Extra somado ao 2º lugar no Brasileiro de Seleções Estaduais calaram os críticos e fizeram com que os pernambucanos orgulhosamente incorporassem o apelido de Cacareco para denominar a Seleção Pernambucana.

Alguns distintivos históricos da Seleção Pernambucana (FPF)









Ao longo dos anos, disputou vários amistosos, destacando-se os embates contra a Seleção Brasileira. No total, foram cinco confrontos entre a Canarinho e a Cacareco: quatro vitórias verde-amarelas e um empate (Pernambuco 3x5 Brasil em 1934, Pernambuco 0x2 Brasil em 1956, Pernambuco 1x6 Brasil em 1969 e Pernambuco 0x0 Brasil em 1978).

A Seleção Brasileira, aliás, não foi a única seleção nacional a enfrentar a Cacareco. Em 1965, em comemoração aos 50 anos de fundação da FPF, foi realizado um amistoso contra a Alemanha Ocidental. Vitória histórica dos pernambucanos por 1x0. 

Seleção Pernambucana de 1946. Rubro-negros em pé: Pedrinho (1º), Chicão (4º), Manuelzinho (5º) e Zago (6º).
Rubro-negros agachados: Zezinho (1º), Nelsinho (2º), Edgar (4º) e Pitota (5º).

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Excursão à Europa e Oriente Médio de 1957





















Após realizar excursões por várias localidades do Brasil, o Sport decidiu, enfim, conhecer o mundo em 1957. Seriam as primeiras apresentações do clube em terras estrangeiras.

O esquadrão rubro-negro, então comandado pelo argentino Dante Bianchi, tinha como arma principal a linha de ataque Traçaia, Naninho, Gringo, Soca e Geo. Contudo, não poderia contar com outra peça fundamental, o ídolo Mirim, que acabara de sofrer um acidente envolvendo um bonde. 

Na partida da delegação, a entusiasmada torcida marcou presença no Aeroporto do Ibura, atual Aeroporto Internacional dos Guararapes, sob o lema "Com o Sport, onde o Sport estiver".

Portugal foi escolhido como palco do primeiro jogo longe do Brasil, e o tradicional Sporting de Lisboa, como adversário. Na verdade, se tratava de uma revanche, pois, em 1952, o Sporting havia sido derrotado pelos rubro-negros, por 2x1, na Ilha do Retiro. Dessa vez, os portugueses sairiam vencedores, devolvendo o mesmo placar: 2x1. 

Manga: destaque na Excursão
de 1957.
Nesta partida, o goleiro Osvaldo Baliza contundiu-se, fato que resultou na convocação do jovem goleiro Manga, que estava no Brasil, para ser reserva, a princípio, do novo titular Carijó. Ao longo da excursão, porém, Manga conquistaria a titularidade, posição na qual permaneceria até sua saída do clube, em 1959. 

Outra importante baixa no elenco durante a excursão foi o atacante Gringo, também contundido, fato que acabou desfigurando a famosa linha de ataque, e abrindo espaço para Eliezer, que abraçou a oportunidade e mostrou seu bom futebol.

O jogo mais importante da excursão, sem dúvidas, foi o embate contra o Real Madrid. Não apenas pela oportunidade de enfrentar o melhor time do mundo na época, mas por se tratar de uma ocasião especial também para os madrilenos: a iluminação artificial do Santiago Bernabéu seria inaugurada naquela partida. No final, a festa foi mesmo merengue, com um 5x3 sobre os rubro-negros.

Durante a campanha, o Sport enfrentou equipes da Alemanha, Espanha, França, Holanda, Turquia e Israel, findando com um saldo de 7 vitórias, 4 empates e 10 derrotas em 21 jogos.


Time-base do Sport na Excursão à Europa e Oriente Médio de 1957:

Carijó; Bria e Servílio; Osvaldinho, Pinheirense e Rubens; Traçaia, Naninho, Gringo, Soca e Geo. Técnico: Dante Bianchi.

Outros titulares:
Manga, Osvaldo Baliza, Pedro Matos, China, Zé Maria, Eliezer, Ilo Caldas e Dario Souza.


Naninho, artilheiro do Sport na
Excursão de 57.
Campanha:

Sporting 2x1 Sport (José Alvalade, 06 abr 57)
Gols do Sport: Naninho

Maccabi Tel Aviv 2x2 Sport (Tel Aviv - Israel, 20 abr 57)
GdS: Gringo e Traçaia

Maccabi Haifa 1x5 Sport (Haifa - Israel, 22 abr 57)

Hapoel Ramat Gan 2x5 Sport (Ramat Gan - Israel, 24 abr 57)
GdS: Traçaia (2), Naninho, Geo e Eliezer

Seleção de Haifa 1x3 Sport (Haifa - Israel, 27 abr 57)

Seleção de Jerusalém 1x5 Sport (Jerusalém, 29 abr 57)
GdS: Naninho (2), Geo, Ilo Caldas e Traçaia

Seleção da Turquia 2x5 Sport (Istambul, 01 mai 57)
GdS: Naninho (3), Gringo e Traçaia

Traçaia deixou vários gols em
terras estrangeiras.
Beykoz 1908 3x2 Sport (Istambul, 02 mai 57)
GdS: Eliezer e Gringo

Seleção da Turquia 1x2 Sport (Istambul, 04 mai 57)

Beşiktaş 2x2 Sport (Istambul, 07 mai 57)

Olympique de Marseille 1x0 Sport (Caen - França, 22 mai 57)
GdS: -
GdS: Eliezer e Naninho

Sochaux 5x4 Sport (Sochaux - França, 27 mai 57)
GdS: Traçaia (2), Naninho e Eliezer

Karlsruhe 2x1 Sport (Karlsruhe - Alemanha, 29 mai 57)
GdS: Traçaia
Carijó perdeu a titularidade para
 Manga durante a excursão.

Fortuna 54 1x1 Sport (Geleen - Holanda, 04 jun 57)
GdS: Naninho

Angers 3x2 Sport (Angers - França, 07 jun 57)
GdS: Traçaia e Zé Maria

Rouen 3x4 Sport (Rouen - França, 08 jun 57)
GdS: Naninho (2), Eliezer e Dario Souza

Fortuna 54 3x0 Sport (Nijmegen - Holanda, 12 jun 57)
GdS: -

Enschede 0x0 Sport (Enschede - Holanda, 13 jun 57)
GdS: -

Osasuna 3x2 Sport (Orense - Espanha, 23 jun 57)
GdS: Traçaia e Geo


*Todos os dados foram coletados da obra de Carlos Celso Cordeiro.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Manga

























Anteriormente, apresentamos, na série Jogadores Históricos, o maior artilheiro da história do Sport, o maior craque que vestiu a camisa rubro-negra e o melhor jogador da história do Sport.

Ainda no campo dos maiores e melhores, daremos continuidade a série com aquele que, na minha opinião, foi, sem o sentido de estatura, o maior goleiro que defendeu as metas rubro-negras: Manga.

Campeão pernambucano
juvenil sem tomar gols
Haílton Corrêa de Arruda, recifense, nascido a 26 de abril de 1937, data fixada em sua homenagem como o Dia do Goleiro, é considerado um dos mais importantes goleiros da história do futebol brasileiro.

O lendário goleiro que jogava sem luvas brilhou desde as categorias de base do Sport: foi campeão pernambucano juvenil de 1954 sem sequer tomar gols. Esta façanha chamou a atenção do técnico Gentil Cardoso, que logo cuidou de promover o jovem e talentoso arqueiro para o profissional do clube.

Em 1955, aos 18 anos, estreou na equipe principal do Leão, em um amistoso contra o Náutico, na Ilha do Retiro, substituindo o goleiro Carijó durante a partida. Foi pé-quente: o clássico terminou em vitória do Sport por 5x2.

Somente em 1956, defenderia a trave rubro-negra pela segunda vez, novamente substituindo o goleiro Carijó, em uma partida amistosa contra o Fluminense de Feira na Ilha.

Apenas durante a Excursão à Europa e ao Oriente Médio de 1957 que Manga começou a se firmar como goleiro titular do Sport. Nos jogos em terras estrangeiras, revezou a titularidade com outros dois grandes goleiros: Carijó e Osvaldo Baliza (que já tinha passado pela Seleção Brasileira). Após as boas apresentações na excursão, tornou-se titular absoluto, status que perduraria até sua saída do clube.

No ano seguinte, conquistou sua primeira e única competição como titular rubro-negro: o Campeonato Pernambucano. O time campeão de 1958 era comandado pelo argentino Dante Bianchi e tinha em sua formação outros craques, como o uruguaio Walter Morel e os artilheiros Traçaia e Pacoti.


Já em 1959, Manga se despediria da Ilha do Retiro. Em sua última partida pelo Sport, contra o Ferroviário pelo Pernambucano, até gol marcou. Depois, partiu para o Sudeste. Sequer deu tempo de defender as cores rubro-negras na Taça Brasil daquele ano.

No Sul e Sudeste, Manga conquistou títulos importantes, como a Taça Brasil de  1968 e os Campeonatos Brasileiros de 1975 e 1976. Foi premiado com a Bola de Prata Placar nos anos de 1976 e 1978. Pelo Nacional do Uruguai, foi tetracampeão uruguaio (1969-1972), campeão da Libertadores da América e do Mundial de Clubes de 1971. Foi ainda campeão equatoriano pelo Barcelona de Guayaquil em 1981, aos 44 anos de idade.

Por fim, pela Seleção Brasileira, Manga jogou em 16 oportunidades, entre 1965 e 1967. O seu ápice na Canarinho foi a participação na Copa do Mundo de 1966.

*Todos os dados foram coletados da obra de Carlos Celso Cordeiro.


Reportagem do competente André Gallindo sobre o grande Manga:


quinta-feira, 23 de junho de 2011

Libertadores da América e o Sport

Bem sabemos que o Sport tem duas participações na Libertadores e ainda não conquistamos este título.

Mas em que mais o Sport se relaciona com esta Copa?

A resposta é que alguns dos grandes ícones da história do clube levantaram a taça após vestir a camisa rubro-negra.

São eles: Almir Pernambuquinho (1963), Manga (1971, pelo Nacional do Uruguai), Dinho (1992, 1993 e 1995), Juninho Pernambucano (1998), Jackson (1999) e o recém-campeão Durval (2011).

Com menor importância, vários jogadores chegaram ao clube já como campeões da Libertadores. São exemplos: China, Wilson Gottardo, Zetti, Cleisson, Adriano Gabiru e etc.

Almir Pernambuquinho, Manga, Dinho, Juninho Pernambucano, Jackson e Durval

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Campeões de Plattenhardt


O time de juniores do Sport encerrou sua participação na Alemanha com a conquista do Torneio de Plattenhardt.

Anderson Paraíba, Ruan, Jackson e cia. confirmaram as expectativas com uma bela campanha em terras alemãs:

Sport 2x0 Lechia Gdansk (Polônia)
Sport 2x0 TSV Plattenhardt (Alemanha)
Sport 0x0 RW Ahlen (Alemanha)
Sport 0x0 FK Teplice (República Tcheca)
Sport 2x0 Oldenburg (Alemanha)
Sport 2x0 FK Borac (Sérvia)

4 vitórias, 2 empates, 8 gols marcados e nenhum gol sofrido. Uma campanha sem tomar gols (e, obviamente, invicta), que nos remete inevitavelmente aos juvenis campeões pernambucanos de 1954.

Aquela equipe que revelou nada mais, nada menos que o grande goleiro Manga:

Manga, Nei Pavão, Maroja, China, Ziza, Maninho, Marcelino, Nilson, Toinho, Fernandinho, Leo, Tonho, Renildo, técnico Capuano e diretor Murilo Teixeira

















Tábua de artilharia do Sport ao final do torneio de Plattenhardt:

Jackson e Josias - 2 gols
Alexon, Toty, Alenílson e Daividson - 1 gol

*Anderson Paraíba não marcou gols mas ganhou o prêmio de melhor jogador do torneio.


Os campeões:

Goleiros: Paulo Rafael e Bruno;
Lateral-Direito: Toty;
Zagueiros: Alenílson, Kelvin e Johnny;
Laterais-Esquerdos: Jackson e Renê;
Volantes: Jaíldo, Josias e Tales;
Meias: Daividson, Alexon e Anderson Paraíba;
Atacantes: Ruan e George.



Parabéns aos atletas, ao técnico Mazzola e ao coordenador das categorias de base, Gustavo Bueno.

Este é um pequeno feito, mas que pode representar um marco expressivo: o renascimento das categorias de base do Sport.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Seleção Histórica do Sport
























O site oficial do clube lançou, nesta quarta-feira, uma campanha para a escolha dos 11 melhores jogadores que vestiram a camisa rubro-negra, ao longo de toda sua história. 

A "convocação" deste "melhor Sport de todos os tempos" será feita pela própria torcida, através de sugestões no twitter oficial e posterior enquete no site oficial.

Ao final da promoção, um painel com a Seleção Histórica do Leão será pintado na Ilha.

Bem, a grande maioria das sugestões apresentadas se referem a grandes jogadores que fizeram muito pelo Sport, como Raúl Bentancor, Traçaia, Betão, Aílton, Roberto Coração de Leão, Ribamar, Robertinho, Leonardo, Jackson, Magrão e etc.

Este, sem dúvidas, é o critério mais justo para a escolha da seleção. Mas, desta vez, vou na contramão. 

Minha seleção é formada por grandes jogadores revelados pelo clube, reforçada com grandes craques do futebol nacional que vestiram a camisa rubro-negra e fizeram bonito por aqui.

Coincidentemente, este também é meu time de botão. Aviso, então, que não respeitei rigorosamente as posições originais dos craques. Vamos aos nomes:

Manga - um dos maiores goleiros da história do futebol nacional, teve sua data de aniversário escolhida como o Dia do Goleiro. Foi revelado pelo Sport, sendo campeão dos juniores sem sequer levar gol. Firmou-se no time profissional  após a excursão para a Europa de 57, substituindo Carijó, e foi campeão pernambucano de 58. Após sair do Sport, jogou a Copa do Mundo de 66, foi campeão da Taça Brasil, bicampeão brasileiro, tetracampeão uruguaio, campeão da Libertadores e campeão do Mundial Interclubes. 

Biro-Biro - jogador folclórico, revelado pelo Sport e campeão pernambucano de 77. Foi um dos melhores volantes do futebol brasileiro durante a década de 80, chegando a ser convocado para a Seleção. Ganhou uma Bola de Prata Placar em 82.

Dinho - jogador sergipano, mas que apareceu para o futebol nacional no Sport. No clube, jogou a Libertadores de 88, foi campeão da Série B de 90 e campeão pernambucano de 88 e 91. Após sua saída, ganhou 2 Copas do Brasil, 1 Campeonato Brasileiro, 3 Libertadores e 2 Mundias Interclubes. Além disso, jogou pela Seleção.

Rildo - lateral esquerdo revelado pelo Sport, mas que logo foi jogar no futebol do Sudeste. Jogou a Copa de 66 e teve vida longa na Seleção Brasileira. Por pouco não foi também à Copa de 70: jogou durante as Eliminatórias mas perdeu espaço com a mudança de comando de João Saldanha para Zagallo.

Ely do Amparo - jogador oriundo do Sudeste, chegou veterano ao Sport e marcou o seu nome na história do clube com o título do Cinquentenário de 55. Antes de chegar ao Recife, tinha jogado na Copa de 50 e foi à Copa de 54. Ganhou o Sul-Americano (hoje Copa América) de 49 e o Pan-Americano de 52 pela Seleção.

Juninho Pernambucano - uma das revelações do time de 94 que ficou conhecido como "Menudos da Ilha". Ganhou o Campeonato Pernambucano e a Copa do Nordeste daquele ano. Representou o Sport na Seleção Brasileira de Novos vencendo o Torneio de Toulon em 1995. Após sair do clube, ganhou 2 Campeonatos Brasileiros, 1 Libertadores, 7 Campeonatos Franceses e 1 Copa da França. Pela Seleção, disputou a Copa de 2006 e foi campeão da Copa das Confederações de 2005.

Almir Pernambuquinho - jogador que ficou na história não apenas pelo seu futebol, mas também pelas confusões que arrumava, dentro e fora do campo. No Sport, foi revelado no time juvenil "Campeão do Cinquentenário" (Campeonato Pernambucano Juvenil de 1955). Logo, partiu para o Sudeste do país. Foi campeão do Mundial Interclubes de 63, substituindo Pelé. Venceu ainda 2 Taças Brasil, 1 Libertadores e 1 Campeonato Argentino (pelo Boca). Jogou várias partidas pela Seleção.

Éder - talvez a maior contratação da história do Sport. Éder fez parte da "Seleção Futebol Arte" de 1982. Era considerado um dos maiores craques do futebol brasileiro daqueles tempos. Em 87, veio ao Sport. Passou pouco tempo no clube, mas apresentou, em terras pernambucanas, sua técnica e seu potente chute, que o fez ser conhecido como a "Bomba de Vespasiano". 

Dadá Maravilha - outra contratação de peso na história do clube, vestiu a camisa do Leão em seu auge, fazendo parte do Supertime da Ilha de 75, campeão pernambucano daquele ano. Em 76, fez 10 gols em uma única partida, contra o Santo Amaro, estabelecendo um recorde mundial na época. É o 6° maior artilheiro da história do Sport. Pela Seleção, foi a Copa de 70.

Vavá - uma dos maiores jogadores que o Sport revelou, também passou pouco tempo no clube. Pela Seleção, ganhou as Copas do Mundo de 58 e 62. Foi co-artilheiro da Copa de 62 com 4 gols, fez gols nas finais de 58 e 62 e, no total, marcou 9 gols em Copas do Mundo. Na Espanha, levantou 2 Copas do Rei pelo Atlético de Madrid.

Ademir Menezes - na minha opinião, o maior jogador que vestiu a camisa do Sport. Revelação do clube que comandou o time na excursão ao Sul e Sudeste do país em 41, excursão esta que maravilhou todo o Brasil pelo futebol apresentado. Foi ainda campeão e artilheiro do Pernambucano. Após sair do Sport, brilhou na Seleção, sendo campeão do Sul-Americano de 49 (atual Copa América) e do Pan-Americano de 52. Por fim, foi o artilheiro e um dos melhores jogadores da Copa de 50.

Leão - foi o técnico escolhido para comandar esse time de feras. No Sport, Leão jogou e tornou-se treinador, montando o time que seria campeão brasileiro de 87. Comandou um dos times mais técnicos da história do clube no ano de 2000, fazendo uma excelente campanha no Brasileiro, sendo vice-campeão da Copa dos Campeões e campeão do Pernambucano e da Copa do Nordeste. Estando ainda no Sport, partiu para ser técnico da Seleção Brasileira.