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segunda-feira, 5 de março de 2012

Seleção Pernambucana





















A Seleção Pernambucana é a seleção estadual que representa a Federação Pernambucana de Futebol em competições oficiais e amistosos. 

Diferentemente das seleções nacionais, não se trata de uma time formado unicamente por jogadores pernambucanos, mas sim de uma equipe com os melhores jogadores que atuam nos clubes pernambucanos.

Ademir Menezes e Djalma Bezerra
defendendo a Seleção Pernambucana
em 1941
Durante toda sua história, alinhou inúmeros craques que defendiam o Sport. Marcílio Aguiar, Manuelzinho, Ademir Menezes, Djalma Bezerra, Zé Maria, Traçaia, Alemão, Djalma Freitas, Manga, Biro-Biro, Dadá Maravilha, Leão, Betão, Ribamar, Robertinho, Magrão, Durval e Carlinhos Bala são apenas alguns dos grandes rubro-negros que vestiram a camisa azul e branco.

Seu período áureo foi entre 1923 e 1962, quando teve a competência de defender o futebol pernambucano nas edições do Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais (única competição nacional existente até 1959), logrando destacadas campanhas, como o vice-campeonato de 1959 e a 4a colocação de 1956. 

Em 1959, foi convidada pela CBD (atual CBF) para representar a Seleção Brasileira no Sul-Americano Extra de 1959 (atual Copa América). Naquela ocasião, recebeu da imprensa sudestina a pejorativa alcunha de "cacareco". Porém, o honroso 3º lugar no Sul-Americano Extra somado ao 2º lugar no Brasileiro de Seleções Estaduais calaram os críticos e fizeram com que os pernambucanos orgulhosamente incorporassem o apelido de Cacareco para denominar a Seleção Pernambucana.

Alguns distintivos históricos da Seleção Pernambucana (FPF)









Ao longo dos anos, disputou vários amistosos, destacando-se os embates contra a Seleção Brasileira. No total, foram cinco confrontos entre a Canarinho e a Cacareco: quatro vitórias verde-amarelas e um empate (Pernambuco 3x5 Brasil em 1934, Pernambuco 0x2 Brasil em 1956, Pernambuco 1x6 Brasil em 1969 e Pernambuco 0x0 Brasil em 1978).

A Seleção Brasileira, aliás, não foi a única seleção nacional a enfrentar a Cacareco. Em 1965, em comemoração aos 50 anos de fundação da FPF, foi realizado um amistoso contra a Alemanha Ocidental. Vitória histórica dos pernambucanos por 1x0. 

Seleção Pernambucana de 1946. Rubro-negros em pé: Pedrinho (1º), Chicão (4º), Manuelzinho (5º) e Zago (6º).
Rubro-negros agachados: Zezinho (1º), Nelsinho (2º), Edgar (4º) e Pitota (5º).

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Excursão ao Suriname de 1961

Após a excursão à Europa e Oriente Médio de 1957, o Sport voltou a jogar em terras estrangeiras somente em 1961, quando decidiu promover algumas partidas no Suriname. Naqueles dias, o clube estava em excursão pelo Norte do Brasil e aproveitou a proximidade geográfica para se apresentar na antiga colônia holandesa. 

Apesar de possuir um futebol local bastante modesto, o Suriname é conhecido mundialmente por gerar vários jogadores de classe internacional, como Ruud Gullit, Edgar Davids, Clarence Seedorf, Frank Rijkaard (descendente) e tantos outros.

Em território surinamês, o Sport conquistou três vitórias em três partidas. Duas contra o selecionado local e uma contra o SV Transvaal, único time do Suriname com projeção continental, possuindo dois títulos da Copa dos Campeões da CONCACAF (atual Liga dos Campeões da CONCACAF, principal torneio de clubes desta confederação, cujo título dá vaga ao Mundial de Clubes da FIFA).


Depois desta passagem pelo pequeno país sul-americano, o Sport jogaria novamente fora do Brasil apenas em 1963, pelo Torneio de Nova York.


Bé
Time-base do Sport na Excursão ao Suriname 1961:

Dirceu; Alemão e Sinval; Michel, Tomires e Nenzinho; Djalma Freitas, Bé, Osvaldo, Raúl Bentancor e Elcy. Técnico: Palmeira.

Outro titular:


Campanha:

Suriname 1x2 Sport (Paramaribo - Suriname, 03 abr 61)
Gols do Sport: Bé e Elcy

Suriname 1x3 Sport (Paramaribo - Suriname, 06 abr 61)
GdS: Bé (2) e Osvaldo

SV Transvaal 0x6 Sport (Paramaribo - Suriname, 09 abr 61)
GdS: dados indisponíveis


*Todos os dados foram coletados da obra de Carlos Celso Cordeiro.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Alemão

























Aderivaldo Correia de Arruda, o Alemão, recifense, irmão do excepcional goleiro Manga, é o maior zagueiro-artilheiro da história do Sport, com 59 gols. 

Defensor de pouca técnica, porém muita raça e vontade, dispunha de um dos chutes mais fortes do futebol brasileiro em todos os tempos. Utilizando-se deste recurso, o "Canhão da Ilha" cansou de fazer gols em cobranças de faltas e pênaltis.

Seus poderosos arremates renderam vários relatos incríveis, que incluem desde redes furadas, jogadores desmaiados ou braços quebrados até penalidades máximas cobradas no travessão com a bola voltando até o meio-campo sem tocar o chão.

Alemão iniciou sua carreira futebolística no juvenil do Sport em 1956. Disputou suas primeiras partidas pela equipe principal em 1959, e começou a se firmar entre os titulares no ano seguinte.

Em 1961, ao lado de craques como Traçaia, Raúl Bentancor e Djalma Freitas, conquistou o Campeonato Pernambucano, marcando um dos gols rubro-negros na finalíssima contra o Náutico na Ilha do Retiro. Após a partida, ainda uniformizado, pagou a promessa de ir a pé até a concentração do Sport na Caxangá.







Naquele mesmo ano, participou da pequena excursão ao Suriname empreendida pelo clube.

Em 1962, voltou a conquistar o Campeonato Pernambucano, marcando três dos quatro gols do Sport nas duas finais contra o Santa Cruz. Depois do último jogo, outra vez cumprindo promessa, caminhou da Ilha do Retiro até o Pina.

Ainda em 62, foi semifinalista da Taça Brasil, tendo sido eliminado somente pelo Santos de Pelé.

Em 1963, participou do Torneio de Nova York e novamente da Taça Brasil, marcando gols em ambas competições. Continuou no Sport até 1965, quando foi negociado para o futebol sudestino.

Curiosamente, no Sudeste, teve seus tiros livres prejudicados pela astúcia do oponente pernambucano Almir. Como Alemão tomava muita distância da bola, o Pernambuquinho decidiu se interpor estático no meio do caminho, respeitando a distância regulamentar, fazendo com que o zagueiro tivesse que desviar dele durante a corrida. Resultado: o chute saía descalibrado. A partir desta constatação, todos os adversários passaram a lançar mão da "barreira dupla" (uma barreira antes e outra depois da bola) nas cobranças de Alemão.

Em Recife, no dia 14 de setembro de 1984, com apenas 44 anos de idade, o já aposentado zagueiro-artilheiro faleceu, vítima de um problema cardíaco.


Alguns dados sobre os 59 gols de Alemão no Sport:
  • Amistosos e torneios amistosos: 27 gols;
  • Taça Brasil: 2 gols;
    •    1963 - 2 gols;
  • Torneio de Nova York de 1963: 3 gols;
  • Campeonato Pernambucano: 27 gols;
    •    1961 - 10 gols;
    •    1962 - 9 gols;
    •    1963 - 4 gols;
    •    1964 - 4 gols.

Gols de Alemão contra times grandes e médios do Brasil:

Fluminense-RJ - 1 gol;
Vasco da Gama-RJ - 1 gol.
Vitória - 1 gol.


*Todos os dados foram coletados da obra de Carlos Celso Cordeiro.





segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Taça Brasil de 1963
















Como decorrência do título pernambucano de 1962, conquistado por feras como Bentancor, Djalma Freitas e Alemão, o Sport garantiu sua vaga na Taça Brasil do ano seguinte. Seria sua terceira e última participação na competição nacional, pois já havia se apresentado nas edições de 1959 e 1962.

O Sport começou sua campanha na Taça Brasil de 1963 na condição de finalista do Grupo Norte. Disputou o grupo contra o Paysandu, que já havia desclassificado o River, e venceu. Na fase seguinte, a Copa Norte (equivalente às quartas de final da Taça Brasil), enfrentou o Bahia, vencedor do Grupo Nordeste. Com um empate na Ilha e uma derrota na Fonte Nova, o rubro-negro acabou sendo desclassificado, terminando na 5a colocação do torneio.


Time-base do Sport na Taça Brasil de 1963:

Valter; Baixa, Alemão, Carlos e Nenzinho; Leduar e Raúl Bentancor; Garrinchinha, Djalma Freitas, Adelmo e Marcos Chinês. Técnico: Palmeira.

Outros titulares:
Tomires, Fioti, Juths e Gojoba


Alemão, o zagueiro-artilheiro, marcou
dois gols na campanha de 63
Campanha:

Finais do Grupo Norte - Oitavas de final da Taça Brasil

Paysandu 0x1 Sport (Belém, 15 set 63)
Gol do Sport: Alemão

Sport 2x0 Paysandu (Ilha do Retiro, 19 set 63)
GdS: Adelmo e Alemão

Finais da Copa Norte - Quartas de final da Taça Brasil

Sport 2x2 Bahia (Ilha do Retiro, 25 set 63)

Bahia 1x0 Sport (Fonte Nova, 29 set 63)
GdS: -


*Todos os dados foram coletados da obra de Carlos Celso Cordeiro.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Taça Brasil de 1962



Alemão, o canhão da Ilha, e Pelé
Em 1961, após a conquista do Campeonato Pernambucano, o Sport garantiu sua vaga na Taça Brasil do ano seguinte. Seria sua segunda participação na competição, pois já havia se apresentado na Taça Brasil de 1959, primeira edição do torneio nacional. 

O Sport, comandado pelo técnico Palmeira, estreou na Taça Brasil de 1962 na condição de finalista do Grupo Norte, devido a maior importância do campeão pernambucano em relação às equipes adversárias. Saiu como vencedor do grupo ao despachar o Ceará, que já havia eliminado o River e o Paysandu. 

Conquistou também a Copa Norte, fase seguinte da competição, que era disputada entre os vencedores do Grupo Norte e Nordeste. A vítima desta vez foi o Campinense, que havia vencido o Grupo Nordeste desclassificando o ABC, o CRB e o Bahia. 

A conquista da Copa Norte possibilitou ao Sport a disputa da semifinal da Taça Brasil de 1962, primeira semifinal nacional da história do clube. Porém, o rubro-negro sucumbiu diante de um adversário respeitável: o Santos de Pelé.  

Apesar disso, a boa campanha do Sport rendeu-lhe um convite para a disputa do Torneio de Nova York de 1963. Seria a primeira participação do rubro-negro em uma competição internacional.

Adelmo, artilheiro do
Sport na Taça Brasil
de 1962

Time-base do Sport na Taça Brasil de 1962:

Dirceu; Nelson e Alemão; Leduar, Tomires e Nenzinho; Lanzoninho, Djalma Freitas, Adelmo, Raúl Bentancor e Elcy. Técnico: Palmeira.

Outros titulares:
Bria e Laxixa.


Campanha:

Finais do Grupo Norte - Oitavas de final da Taça Brasil

Lanzoninho carrega torcedor
na comemoração da conquista
da Copa Norte
Sport 2x0 Ceará (Ilha do Retiro, 12 out 62)
Gols do Sport: Adelmo e Elcy

Ceará 1x1 Sport (PV, 17 out 62)

Finais da Copa Norte - Quartas de final da Taça Brasil

Campinense 0x0 Sport (Plínio Lemos, 20 nov 62)
GdS: -

Sport 3x0 Campinense (Ilha do Retiro, 24 nov 62)
GdS: Adelmo (3)

Semifinais da Taça Brasil

Sport 1x1 Santos (Ilha do Retiro, 12 jan 63)
GdS: Adelmo

Santos 4x0 Sport (Pacaembu, 16 jan 63)
GdS: -


*Todos os dados foram coletados da obra de Carlos Celso Cordeiro.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sport 1x1 West Ham (1963)
















26 de junho de 1963. Foi o dia em que o Sport enfrentou o lendário Bobby Moore. Este fato se deu em uma partida entre Sport e West Ham pelo Torneio de Nova York daquele ano.

Para quem não o conhece, o zagueiro Bobby Moore é somente um dos maiores craques da história do futebol mundial. Sempre é lembrado nas Seleções de Todos os Tempos por várias entidades do esporte bretão, invariavelmente estando ao lado de Beckenbauer na composição da defesa. 

Foi o capitão da Seleção Inglesa campeã da Copa do Mundo de 1966, levantando assim a taça Jules Rimet no final da competição. Foi ainda considerado o maior jogador da história da Inglaterra pela UEFA.

Moore, Hurst e Peters
campeões da Copa do Mundo de 1966
O West Ham daquela partida ainda contava com mais dois ícones do futebol inglês: Geoff Hurst e Martin Peters. 

Os dois também eram titulares na Copa de 66. Hurst foi o artilheiro da Inglaterra naquela competição com 4 gols, 3 deles marcados na grande final. Para completar, Peters também marcou na final, que terminou com a vitória da Inglaterra sobre a Alemanha por 4x2.

Pois é, Moore, Hurst e Peters, que enfrentavam o Sport em 63, conquistariam a Copa do Mundo em 66.

Garrinchinha
O Sport, que nada tem a ver com isso, contava com o grande Raúl Bentancor, o eficiente Adelmo, o rompedor Djalma Freitas e, ainda, com Alemão, o canhão da Ilha.

O jogo terminou com um empate em 1 a 1. 

O West Ham marcou primeiro, por meio de Byrne, que também teve boa passagem pela Seleção Inglesa, após passe de Moore. 

O iluminado Garrinchinha empatou e deu números finais a partida.

Aquela seria a última participação do Sport na competição nova-iorquina, terminando na 4a colocação do seu grupo.


O West Ham sairia com o título, e também com o MVP do torneio: Bobby Moore.


Dados da partida:

SPORT 1X1 WEST HAM

SPORT: Dirceu; Baixa, Alemão, Tomires e Juths; Leduar e Bentancor, Garrinchinha, Adelmo, Abílio e Djalma Freitas.

WEST HAM: Standen; Kirkup e Burkett; Peters, Brown e Moore; Sealey, Boyce, Byrne, Hurst e Brabook.

Gols: Byrne e Garrinchinha.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Torneio de Nova York de 1963
























A boa campanha na Taça Brasil de 1962, semifinalista sendo eliminado apenas pelo Santos de Pelé, rendeu ao Sport um convite para aquele que seria o primeiro torneio internacional de sua história do Sport: o Torneio de Nova York de 1963 (1963 Internacional Soccer League).

A competição contou com 14 clubes de diversos países, separados em 2 grupos. 

No grupo do Sport, participaram o Mantova (Itália), Kilmarnock (Escócia, vice-campeão escocês e da Copa da Liga Escocesa 1962/1963), Valenciennes (França), Preußen Münster (Alemanha), Oro (México, campeão mexicano de 1962/1963) e West Ham (Inglaterra).

O outro grupo contava com Górnik Zabrze (Polônia), Dinamo Zagreb (Iuguslávia), Wiener (Áustria), Újpest (Hungria), Belenenses (Portugal), Real Valladolid (Espanha) e Helsingborgs (Suécia).

O Sport, comandado pelo técnico Palmeira, terminou na 4a colocação do seu grupo, com 2 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. O West Ham acabou conquistando o título daquela competição.

Bentancor trocando flâmula com o capitão do Oro (México)














Time-base do Sport no Torneio de Nova York de 1963:

Dirceu; Baixa, Alemão, Tomires e Juths; Leduar e Raúl Bentancor; Garrinchinha, Adelmo, Abílio e Djalma Freitas. Técnico: Palmeira.

Outros titulares:
Valter, Fioti, Nenzinho e Fescina.


Campanha:

Oro 3x3 Sport (Chicago, 29 mai 63)
Gols do Sport: Alemão (2) e Djalma Freitas

Preußen Münster 4x2 Sport (Nova York, 05 jun 63)
GdS: Abílio e Djalma Freitas

Mantova 2x3 Sport (Nova York, 12 jun 63)
GdS: Abílio, Alemão e Djalma Freitas

Valenciennes 0x3 Sport (Nova York, 19 jun 63)
GdS: Adelmo (3)

Kilmarnock 3x1 Sport (Nova York, 23 jun 63)

GdS: Garrinchinha


*Foto do Post: Alemão, Valter, Leduar, Baixa, Tomires e Nenzinho; Garrinchinha, Djalma Freitas, Fescina, Abílio e Bentancor. Formação do jogo contra o Preußen Münster da Alemanha. 

**Todos os dados foram coletados da obra de Carlos Celso Cordeiro.

Delegação do Sport para o Torneio de Nova York de 1963.
Em pé:  José Ramos (massagista),  Valter, Laxixa, Tomires, Fioti, Bentancor, Adelmo, Baixa, Palmeira (técnico), Nenzinho, Djalma Freitas e Adonias Moura (jornalista). Sentados: Alemão, Garrinchinha, Leduar, Alberto Galvão de Moura (dirigente), Antônio Palmeira (dirigente), Abílio, Dirceu, Juths e Fescina.