Mostrando postagens com marcador Djalma Bezerra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Djalma Bezerra. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de março de 2013

Djalma Bezerra

























Djalma Bezerra dos Santos, nascido a 19 de dezembro de 1918, no Recife, foi um versátil atacante que defendeu as cores rubro-negras entre 1937 e 1942.

Oriundo das categorias de base do Sport, Djalma (ou Djalma Bezerra, neste blog) estreou na equipe principal marcando o gol leonino no empate em 1 a 1 contra o Santa Cruz, no Campo da Jaqueira, pelo Pernambucano de 1937.
Djalma em 1941

No ano seguinte, já conquistava o seu primeiro título oficial, o Campeonato Pernambucano. Ainda em 1938, jogou pela primeira vez ao lado do grande Ademir Menezes, companheiro com quem atuou durante boa parte de sua carreira, em clubes e seleções.
Em 1941, Djalma foi campeão pernambucano novamente. No final daquela temporada, foi peça importante do time que excursionou ao Sul/Sudeste e encantou o Brasil com seu belo futebol. Um Sport inesquecível, quase imbatível, que além de Ademir e Djalma, alinhava com Manuelzinho, Zago, Magri, Pirombá e outros grandes craques.

Mesmo com a perda de vários jogadores para times sudestino após a famosa excursão, o Leão conseguiu o bicampeonato pernambucano em 1942. E Djalma, o seu terceiro título estadual. Seria o último do atacante com a camisa do Sport, pois ele também partiria para o Sudeste.

Durante sua passagem pela Ilha do Retiro, Djalma militou também na Seleção Pernambucana, por quem disputou o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais de 41 e 42, tendo boas apresentações e marcando, no total, 5 gols.
Djalma na Seleção
Pernambucana

No Sudeste, sagrou-se campeão de várias competições, das quais são dignas de nota o Campeonato Sul-Americano de Campeões de 48 e os Campeonatos Brasileiros de Seleções Estaduais de 43, 44 e 46 (é sempre bom observar que naquele tempo não existiam competições nacionais de clubes). 

Djalma chegou à Seleção Brasileira em 1945. Disputou uma única partida: a vitória tupiniquim sobre o Chile por 1 a 0 no Campeonato Sul-Americano (atual Copa América).

No Carnaval de 1954, o ainda jovem Djalma veio a falecer, de maneira trágica, quando caiu da sacada de um edifício.



Djalma marcou 44 gols durante o período de seis anos em que atuou no time principal do Sport. Vejamos alguns dados sobre estes tentos:

Djalma na Seleção Brasileira
  • Amistosos e torneios amistosos locais, regionais e nacionais: 9 gols;
  • Excursão ao Sul e Sudeste: 4 gols;
  • Campeonato Pernambucano: 31 gols;
    •    1937 - 3 gols;
    •    1938 - 10 gols;
    •    1939 - 3 gols;
    •    1940 - 4 gols;
    •    1941 - 8 gols;
    •    1942 - 3 gols.


Gols de Djalma sobre times grandes e médios do Brasil:

Internacional-RS - 1 gol;
Bahia - 1 gol;
Coritiba-PR - 1 gol.

*Todos os dados foram coletados da obra de Carlos Celso Cordeiro.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Seleção Pernambucana





















A Seleção Pernambucana é a seleção estadual que representa a Federação Pernambucana de Futebol em competições oficiais e amistosos. 

Diferentemente das seleções nacionais, não se trata de uma time formado unicamente por jogadores pernambucanos, mas sim de uma equipe com os melhores jogadores que atuam nos clubes pernambucanos.

Ademir Menezes e Djalma Bezerra
defendendo a Seleção Pernambucana
em 1941
Durante toda sua história, alinhou inúmeros craques que defendiam o Sport. Marcílio Aguiar, Manuelzinho, Ademir Menezes, Djalma Bezerra, Zé Maria, Traçaia, Alemão, Djalma Freitas, Manga, Biro-Biro, Dadá Maravilha, Leão, Betão, Ribamar, Robertinho, Magrão, Durval e Carlinhos Bala são apenas alguns dos grandes rubro-negros que vestiram a camisa azul e branco.

Seu período áureo foi entre 1923 e 1962, quando teve a competência de defender o futebol pernambucano nas edições do Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais (única competição nacional existente até 1959), logrando destacadas campanhas, como o vice-campeonato de 1959 e a 4a colocação de 1956. 

Em 1959, foi convidada pela CBD (atual CBF) para representar a Seleção Brasileira no Sul-Americano Extra de 1959 (atual Copa América). Naquela ocasião, recebeu da imprensa sudestina a pejorativa alcunha de "cacareco". Porém, o honroso 3º lugar no Sul-Americano Extra somado ao 2º lugar no Brasileiro de Seleções Estaduais calaram os críticos e fizeram com que os pernambucanos orgulhosamente incorporassem o apelido de Cacareco para denominar a Seleção Pernambucana.

Alguns distintivos históricos da Seleção Pernambucana (FPF)









Ao longo dos anos, disputou vários amistosos, destacando-se os embates contra a Seleção Brasileira. No total, foram cinco confrontos entre a Canarinho e a Cacareco: quatro vitórias verde-amarelas e um empate (Pernambuco 3x5 Brasil em 1934, Pernambuco 0x2 Brasil em 1956, Pernambuco 1x6 Brasil em 1969 e Pernambuco 0x0 Brasil em 1978).

A Seleção Brasileira, aliás, não foi a única seleção nacional a enfrentar a Cacareco. Em 1965, em comemoração aos 50 anos de fundação da FPF, foi realizado um amistoso contra a Alemanha Ocidental. Vitória histórica dos pernambucanos por 1x0. 

Seleção Pernambucana de 1946. Rubro-negros em pé: Pedrinho (1º), Chicão (4º), Manuelzinho (5º) e Zago (6º).
Rubro-negros agachados: Zezinho (1º), Nelsinho (2º), Edgar (4º) e Pitota (5º).

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Copa América e o Sport

























Sabemos que a Copa América é a mais importante competição de seleções nacionais do nosso continente, tendo sua primeira edição no ano de 1916, com o nome de Campeonato Sul-Americano de Seleções. 

Sabemos também que, a partir de 1975, o campeonato organizado pela CONMEBOL recebeu a atual alcunha de Copa América e que este ano chegará a sua 43a edição.

Mas em que o Sport se relaciona com esta Copa?
Cacareco no Sul-Americano Extra de 1959

Em 1959, a Seleção Pernambucana foi convidada para representar a Seleção Brasileira no Campeonato Sul-Americano Extra daquele ano.

A Cacareco, sob o comando de Gentil Cardoso, foi ao Equador e vestiu a camisa da Seleção, terminando o torneio na 3a colocação. 

Naquela campanha, participaram três jogadores do Sport: Zé Maria, Traçaia e Elcy. Bria, outro atleta rubro-negro, fazia parte da delegação canarinho, mas não entrou em nenhuma partida. 

Aquela seria a única oportunidade em que jogadores do Sport participariam diretamente da "Copa América".

Porém, alguns craques revelados pelo Sport jogaram a Copa América após vestirem a camisa rubro-negra.

Foram eles: Djalma Bezerra (1945), Ademir Menezes (1945, 1946, 1949 e 1953), Simão (1949), Almir Pernambuquinho (1959) e Juninho Pernambucano (2001).

Desses, apenas Ademir Menezes e Simão levaram o título para casa, ambos em 49.

Grandes ídolos da história do Sport já chegaram ao clube com a experiência de terem participado da competição continental. 

Ely do Amparo que jogou em 1949 (campeão) e 1953, e Raúl Bentancor que jogou em 1953, pela Seleção Uruguaia, são exemplos.

Por fim, vários outros jogadores vestiram a camisa do Sport após participação na Copa América, como Osvaldo Baliza, Walter Morel (Seleção Uruguaia), Danival, Leão, China, Éder, Valdo, João Paulo, Wilson Gottardo, Zetti, Almir, Evanílson, Juan Arce (Seleção da Bolívia) e etc.

Zé Maria, Traçaia, Elcy, Djalma Bezerra, Ademir Menezes,
Simão, Almir Pernambuquinho, Juninho Pernambucana, Ely do Amparo e Raúl Bentancor